quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

3 DICAS RÁPIDAS E FACÉIS PARA ELIMINAR ATÉ 500 CALÓRIAS POR DIA


Para perder  1 kg de gordura, você precisa, em média, queimar  7.000 calorias. Se você reduzir sua ingestão calórica em 500 kcal por dia, você irá perder ½ Kg por semana. Perder peso lentamente pode ajudá-lo a aprender hábitos alimentares saudáveis e evitar o fustigante efeito “iô-iô”. Aqui, vão três dicas de como cortar fora 500 kcal da sua dieta por dia.

1.       Coloque seus talhares à mesa entre cada mordida.


Pessoas que comem lentamente e mastigam bem sentem-se cheias mais rápido e também consomem menos calorias. Leva cerca de 20 minutos para a sensação de saciedade alcançar seu cérebro. Um estudo do Journal of the American Dietetic Association mostrou que colocar os talhares à mesa entre cada mordida pode ajudá-lo a evitar 300 calorias por refeições. Se você fizer isso no café da manhã, almoço e jantar, então você poderá ter cortado mais de 500 calorias por dia, no mínimo.

2.       Troque por água.


Nosso corpo contém cerca de 50% de água. Isso é o porquê de ser tão importante estar sempre hidratado. Ao mesmo tempo, nós, quase sempre, esquecemos as calorias provenientes dos líquidos que nós consumimos. Você pode cortar centenas de calorias por simplesmente observar o que você toma. Sucos de fruta, suplementos, energéticos, produtos à base de leite e bebidas alcoólicas são especialmente ricos m calorias. Mais além, bebidas alcoólicas como cerveja e vinho interferem na queima de gordura já que o organismo está ocupado quebrando o álcool. Sendo assim, fique com as bebidas não alcoólicas e de pouca densidade calórica, como água ou chás não adoçados.

Esse princípio também se aplica ao café:  assegure-se de sempre tomá-lo preto. Beber café com creme ou leite pode adicioná-lo de até 200 kcal extras.

3.       Coma à mesa – não em frente à TV.



Você já deve ter se perguntado o porque de estar ganhando peso mesmo apesar de estar em uma dieta? Quando você come em frente da TV, você consome em média 290 kcal mais do que o usual. Aproveite o jantar à mesa em família e preste atenção no que você está comendo, em vez. E, depois, se você for a uma horinha de caminhada para ajudá-lo a digerir, você pode queimar outras 500 calorias adicionais.

Então, você pode ver que pode cortar fora 500 calorias por dia da sua dieta sem fazer grandes esforços. Não custa tentar.

Autor: Julia Denner

Tradução: Vitor Fernando E. Ferreira
Nutricionista



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A nutrição na história

O primeiro registro de um experimento nutricional é no livro de Daniel, na Bíblia. Daniel estava entre os mais finos homens capturados pelo rei da Babilônia, quando os Babilônios invadiram Israel e estava servindo na corte do rei. Ele estava para se alimentar da mesa do rei, servida com vinhos finos e comida farta. Daniel objetou e preferiu fazer suas próprias escolhas, a qual incluía vegetais e água. O chefe ficou preocupado por sua cabeça, mas concordou. Daniel e e seus amigos receberam por dez dias sua própria dieta e então foram comparados com os homens do Rei. Como eles aparentavam mais esbeltos e saudáveis, eles foram autorizados a continuar com seus próprios alimentos, não contaminando-se com aquueles do Rei.
                Os anciões gregos eram grandes pensadores e filósofos. No entanto, eles eram poucos familiarizados com métodos experimentais ou observação cientifica. Hipocrátes conjecturou que desde que as pessoas fossem as mesmas, independente do que elas comessem (próximo à costa marítima versus dietas terrestres, por exemplo) deve ser de apenas um nutriente que tudo é feito. Essa teoria de um único nutriente persistiu por longo tempo, até meados da era moderna.
                Mais tarde, por volta dos anos 1700, um brilhante e jovem cientista francês, Antoine Lavoisisier, tornou-se o “Pai da nutrição” através de seu brilhante trabalho em química. Ele trouxe medidas de peso dentro da química, designou um calorímetro, que media o calor produzido pelo corpo através do trabalho e consumo de quantidades e variedades diferentes de alimentos, e é famoso por sua declaração: “A vida é um processo químico” (Tradução literal do francês). Ele foi eleito para integrar a academia francesa de ciência aos 24 anos e poderia ter continuado a fazer grandes realizações cientificas. No entanto ele era de uma família aristocrática numa época da França na qual era impopular ser. Ele foi decapitado na Revolução Francesa de 1794. Para informações adicionais, caso haja interesse, seguem vários links sobre Lavoisier: Lavoisier-1, essas refererências são boas e resumidas, de uma maneira incomum, inclui muitos aspectos de sua pessoa.Laivosier-2, também bom e resumido, tem outras boas referencias no final. Lavoisier-3, veja esse para algo a mais que o original (artigo fictício de 1974). Lavoisier-4, Da Wikipedia, enciclopédia livre. Lavoisier-5, provavelmente a melhor referênca, um site devotado a Lavoisier.Galeria de imagens de Lavosier, Pinturas de Lavosier.
                Dr. James Lind, em 1753, publicou seu tratado sobre Escorbuto, dez anos após o nascimento de Lavoisier e esse tratado recebeu o reconhecimento da cura efetiva do escorbuto através de frutas frescas. De fato, o mito, na época, que Lind, médico da frota, aliviou a marinha britânica dos sintomas de escorbuto prescrevendo suco de limão, então chamado de lima, cresceu rapidamente e foi repetido. Na verdade, Lind falhou em reconhecer a importância de seus próprios experimentos (e eles não foram verdadeiramente as primeiras sugestões da nutrição como causa escorbuto). 40 anos se passaram antes dos limões serem embarcados obrigatoriamente nos barcos da marinha pelo Almirantado, impulsionado a fazê-lo então por Gilbert Blane (com contribuições para pesquisa de escorbuto de Joseph Priestly). Dai em diante, os britânicos se encontravam saudáveis quando iam enfrentar os seus inimigos depois de longos períodos de travessia no oceano, ajudando a manter o dominio britânico dos mares. Alguns têm creditado Lind tanto quanto Nelson por serem os responsáveis por quebrarem as forças de Napoleão. Alguém pode achar que Lind deveria receber menos crédito, mas o efeito da nutrição na história do homem é mais importante.
Uma história interessante é essa do Dr. William Beaumont e Alexio St. Martine no século 19. Beaumont foi um médico do exército, lotado no Forte Mackinac em Mackinac Island no norte de Michigan.  Alexio St. Martin foi um caçador francês, que foi baleado no estômago em frente a uma caixa de correios. Apesar dos seus esforços, Beaumont foi incapaz de fechar o buraco em seu estômago e ele foi curado com uma abertura para o outro lado. Nós chamamos isso de fistula. Martin permitiu ao Dr. Beaumont fazer observações períodicamente, nas quais ele o visitava para fazer investigações. Pode-se imaginar que essa tenha sido uma situação delicado, com um rude caçador permitir um médico revirar suas entranhas. Certa vez, St. Martin partiu, retornando ao Canadá onde ele morou por toda a vida. (Com buraco e tudo). Nesse meio tempo, entretanto, Beaumont conduziu vários experimentos e descobriu várias e novas interessantes coisas, anteriormente nunca observadas. Por Exemplo:
  • ·         Ele determinou que o estômago não é um moedor.
  • ·     Não há nenhum espírito no corpo direcionando alguns dos alimentos para bons propósitos e outros descartando os “maus”
  • ·         A disgestão ocorre por sucos digestivos secretados do estomago.
  • ·         Alimentos são digeridos todos ao mesmo tempo mas de diferentes formas, não separadamente e sequencialmente, como era pensado à época.
  • ·         Rumores estomacais são apenas contrações estomacais.
  • ·         Gorduras são digeridas lentamente.                    

Para informações adicionais sobre Beaumont, acesse os seguintes links: Beaumont-1, Beaumont-2.
                O Século 20 tornou-se a era de ouro da nutrição, quando a descoberta da maioria dos nutrientes ocorreu. Dr. Stephen Babcock foi essencial na abertura dessa era. Babcock, mais conhecido pelo teste Babcock para gordura do leite que tem seu nome, concebeu a ideia de alimentar o gado leiteiro de apenas uma única fonte, ou toda de planta de milho ou toda de planta de trigo. Ele colocou dois novilhos em tal dieta, mas quando um morreu, seus animais foram levados e suas tentativas de conduzir o experimento foi negada pelo seu diretor da Estação Experimental. Depois de tudo, qualquer um sabia que tais dietas eram impraticáveis e não produtivas e que vacas precisavam de dietas mais variadas que aquela para serem produtivas.
                Seus associados (Hart, Humphrey, McCollum, Seenbock) eventualmente conduziram o experimento do Dr Babcock. Quatro novilhas de 5 meses de idade cada uma foi alimentada também apenas de planta de milho, planta de trigo, planta de aveia ou uma mistura das três. O ganho de peso foi similar no primeiro ano, mas os animais alimentados de milho estavam mais lustrosos e mais vigorosos que os animais alimentados de trigo apenas. Quando eles procriaram, no entanto, cada uma das vacas alimentadas com milho tiveram bezerros normais. As alimentadas apenas com trigo tiveram todas bezerros mortos ou que morreram um ano após o nascimento. As vacas alimentadas com trigo, também, deram apenas um terço do leite daquelas alimentadas com milho. Ficou claro para eles que:
  • .       Ou o trigo continha algo tóxico, ou
  • .        O milho continha algo necessário que o trigo não continha.


Uma enxurrada de descobertas veio a seguir, até que foi descoberto que algo na porção solúvel da gordura do milho afeta a reprodução e foi rotulada de fator A. (O termo ‘Vitamina’ veio de Funk, que, erroneamente, pensou que todas essas novas coisas sendo descoberta continham aminas, e combinou ‘vital’ e ‘amina’ para cunhar o termo Vitamina).
Substâncias solúveis em água com propriedades ativas foram rotuladas de B, e logo ficou óbvio que mais que uma coisa estava envolvida, daqui por diante denominadas de B1, B2, B3, etc. algumas das quais acabaram por serem consideradas vitaminas, outras não, e assim por diante.
Vitamina C foi elucidada com uso fortuito de cobaias, pois apenas o homem, o porquinho-da-índia, sub-humano primata (em outras palavras, macacos) e alguns outros animais (certos morcegos, pássaros e repetis) requerem ingestão de Vitamina C, o resto forma a sua própria pelo metabolismo intermediário. Há algumas poucas evidências da necessidade por alguns animais quando estão em estresse muito alto, ou quando o animal é muito jovem.
Essa era da descoberta das vitaminas floresceu até a descoberta da Vitamina B12 (1948, reportado em 1949). Apesar de algumas outras importantes terem sido descobertas desde então, o grande avanços das necessidades dietéticas para a prevenção das doenças dos nutrientes essenciais terminou encerrou sua era com a Vitamina B12. Algumas informações interessantes acerca da Vitamina B12 foi o essencial “fator da proteína animal”.  Antes disso ser descoberto, alimentos à base de proteína animal eram essencialmente indicado na dieta para prevenir anemia perniciosa (perniciosa significa ‘que leva à morte) . Algumas pessoas com erros inatos do metabolismo tinham grande problema com essa doença, porque isto as leva à ausência do fator intrínseco do estomago, o qual auxilia a absorção de vitamina B12. Com a descoberta da vitamina, tornou-se possível contornar o problema com aplicações individuais de vitamina B12.

Com a descoberta da presença de pequenos fatores orgânicos (vitaminas) essenciais à dieta, vieram também o reconhecimento e pesquisa sobre alguns minerais que também são essenciais na dieta. A Descoberta do papel dos minerais na dieta coincidiu com a descoberta das vitaminas e a elucidação da sua essencialidade, papel e interações continuam até hoje. Prevenção da parakeratosis através do Zinco foi descoberta em 1950 e 60, a essencialidade do Selênio foi descoberta em 1970 e cromo, apesar de reconhecido como essencial desde que parte de uma enzima, é ainda controversa hoje.

retirado de <http://www.ansc.purdue.edu/courses/ansc221v/histnote.htm>
Traduzido por Vitor F. E. Ferreira, Nutricionista